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Publicado em:17/05/2019
:: Mineração :: Codemig quer que CBMM reconheça teores do nióbio em Araxá. Fique Por Dentro...
Companhia afirma que acordo em torno da extração do mineral irá eliminar divergências societárias

O presidente da Codemig em audiência na Comissão de Minas e Energia

A chamada reconciliação técnica, realizada por auditoria externa, para mostrar o perfil da mina, com números da extração no passado e perspectivas futuras, de modo a detectar os teores reais de nióbio em Araxá (Alto Paranaíba). Essa é a principal medida defendida pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado (Codemig) no acordo que negocia com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), relativo à exploração do mineral.

A Codemig tenta a conciliação com a CBMM para que esta reconheça os volumes e teores do mineral nas duas lavras – uma explorada pela CBMM e outra pertencente à Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá (Comipa), joint venture entre Codemig e a empresa privada. A Comipa apenas gerencia as jazidas, cabendo à CBMM a exploração.

Ao participar de audiência da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na quarta-feira (15), o presidente das Codemig e da Comipa, Dante de Matos, falou sobre a negociação.

De acordo com Dante, o teor de nióbio nunca foi considerado para atender ao preceito de lavras igualitárias, contido na escritura pública entre as partes, firmada em 1972 e com vigência até 2032.

Essa falha, segundo o dirigente, é o que gera a divergência entre os acionistas da Comipa. “Com base na diferença desses teores de nióbio e na paridade que fundamenta o contrato, não se pode considerar apenas o volume de minério para se atender a esse preceito, é fundamental ponderar os teores contidos”, reforçou.

Reservas

O nióbio é hoje um mineral de alto valor no mercado mundial, por ser usado como liga na produção de aços especiais. É um dos mais resistentes à corrosão e a temperaturas extremas, com aplicações em automóveis, turbinas de avião, gasodutos e indústrias aeroespacial, bélica e nuclear. Araxá responde por 75% da produção mundial de nióbio. As reservas mineiras ainda podem ser exploradas por mais de 400 anos.

C/ ALMG