Olá amigos, esta semana vamos abordar um assunto muito importante na atividade física: os efeitos fisiológicos do exercício.
Hipertrofia – aumento da massa como resultado do treinamento de força. O aumento ocorre no diâmetro das fibras musculares (pode chegar a 100%) com aumento de moléculas de actina e miosina, núcleos periféricos, mitocôndrias e capilares. O aumento do tamanho e número de mitocôndrias é de importância fundamental na atividade muscular prolongada. O treinamento de resistência resulta em repercussão sobre as fibras vermelhas (resistência) e o treinamento de força, sobre as fibras brancas (velocidade e força).
Vascularização – O aumento do número de capilares (vasos sanguíneos), nos músculos possibilita uma redução do volume necessário de irrigação do músculo treinado rendendo a mesma capacidade muscular submáxima.
Metabolismo – Constatou-se elevação da quantidade de substâncias envolvidas com os metabolismos da contração e relaxamento musculares: glicogênio, gorduras neutras, mioglobina, fosfatos, potássio, cálcio magnésio entre outras. As reservas energéticas serão mobilizadas mais rapidamente e de maneira mais eficaz, com menor gasto energético.
Efeitos no sistema ósseo
O treinamento que leva a pressão e tração comedida sobre os ossos resulta em estímulo de formação de massa óssea. Observa-se aumento no diâmetro dos ossos dos jovens sendo que o aumento na tábua externa e na camada esponjosa interna e evidenciado também em adultos. A cartilagem também demonstra efeitos de hipertrofia por atividade. É notável a adaptação morfológica das estruturas ósseas e articulares ao treinamento com melhora na mobilidade e flexibilidade articular.
Efeitos no sangue
O treinamento de endurance resulta na chamada “eritropoese” (aumento do número de glóbulos vermelhos, do plasma sanguíneo) o que facilita o transporte de nutrientes e oxigênio. As células musculares são capazes de metabolizar o ácido lático de maneira mais eficiente o que resulta em maior eficiência muscular durante o exercício.
O treinamento de resistência também promove diminuição das lipoproteínas de baixa densidade e um aumento dos níveis de lipoproteínas e alta densidade (efeitos protetores para os vasos).
Lembre-se: o repouso é um componente essencial do treinamento esportivo, mas somente será considerado uma parte verdadeiramente integrante do treino quando for organizado em conformidade com a periodização do dia, semana, mês e ano do esportista.
O repouso não é nem excessivamente longo; racionalmente organizado (ativo ou passivo) assegura a recuperação da capacidade de trabalho após a aplicação de cargas, o que permite sua repetição e funciona como meio de otimização do efeito de carga. O aperfeiçoamento dos métodos de treino esportivo segue um caminho de utilização mais racional e de maior importância destacada ao repouso.
Um abraço e até a próxima...
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